terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sono entre estudantes

O interesse em pesquisar a percepção do sono entre adultos jovens que ingressam na universidade surgiu a partir de um estudo anterior, no qual a pesquisadora investigou os padrões do sono relacionados à utilização do computador entre adolescentes que frequentavam o ensino médio.

Para dar continuidade ao estudo, Gema aplicou um questionário para mais de 1.400 estudantes universitários da Universidade Federal de Alfenas, em Minas Gerais.

O questionário incluía perguntas sobre o tipo de alimentação (sanduíches, frutas, legumes, carnes e derivados do leite), exercícios físicos, consumo de bebida alcoólica, tabagismo e a saída para festas e eventos noturnos.

E, ainda, sobre a utilização de computadores e da televisão durante as noites, cochilos durante os dias e se as preocupações afetivas e financeiras influenciavam.

Para avaliar a qualidade do sono foi utilizado o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (IQSP), composto por 19 itens autoavaliativos. São considerados bons dormidores aqueles que obtiveram uma pontuação menor que cinco e maus dormidores, maior que cinco.

"Este índice indica a duração e a latência do sono, a sonolência diurna e os distúrbios. Eu esperava que o álcool e a balada fossem determinantes para o aumento de maus dormidores, mas foram o computador e o tabaco que mais alteraram o sono dos universitários", disse Gema.

Qualidade do sono

Cientistas e pesquisadores acreditam que a boa qualidade do sono seja imprescindível para a manutenção de uma vida saudável.

Segundo estudos internacionais utilizados pela pesquisadora para balizar o trabalho, o sono, além ser importante para restauração da energia física, participa das atividades mentais e emocionais.

Dormir mal pode repercutir nas atividades do aprendizado dentro e fora do ambiente escolar.

Esses mesmos estudos demonstram que a falta de sono ou sua má qualidade estão relacionadas com a diminuição da motivação e da concentração, déficits de memória, sonolência diurna e alterações de humor. Por outro lado, o sono de boa qualidade é apontado como fator-chave para o desempenho acadêmico.

O bom sono depende de regularidade dos horários de se deitar e de se levantar, da preservação do tempo de sono, de acordo com a faixa etária e livre dos distúrbios. Dentre os distúrbios do sono, estão as latências do sono aumentadas, acordar no meio da noite, o ronco, os pesadelos e as dores musculares. A qualidade do sono depende, ainda, da necessidade diária, a qual varia de indivíduo para indivíduo e de acordo com a idade.

Necessidades de sono

De acordo com a literatura médica mundial, há uma variabilidade individual da necessidade do sono.

Normalmente, um adulto jovem na faixa etária entre 17 e 25 anos precisa de sete a oito horas e meia de sono por noite. Há pessoas, entretanto, que com apenas cinco horas se sentem satisfeitas e restauradas para as atividades diárias.

Entretanto, alerta a pesquisadora, é importante que o período de dormir seja à noite, pois a fisiologia do sono depende do relógio biológico que, por sua vez, está sincronizado com o dia e a noite, isto é, o claro e o escuro - determinados pela rotação da Terra.

O hormônio do sono, a melatonina, é metabolizado durante a noite.

Quando analisada a utilização da televisão e do computador, observa-se que estes se assemelham na intensidade da emissão da luz, mas o modo de uso é diferente.

Diante do aparelho de televisão o telespectador se coloca, na maioria das vezes, confortavelmente sentado ou deitado, controlando os canais pelo controle remoto a uma distância de aproximadamente 3 metros da tela.

Diante do monitor do computador, o internauta fica a uma distância de 50 a 60 centímetros da tela e sua interação é muito mais ativa, tanto física como mentalmente.

No caso do computador, a luz emitida pelo aparelho fica muito próxima da retina. As células da retina, ao receberem estímulo luminoso, enviam uma mensagem elétrica que alcança o hipotálamo; este, além de comandar as glândulas do organismo, possui um pequeno núcleo onde se localiza o relógio biológico, essencial à manutenção dos ritmos e dos ciclos sono-vigília.

A intensidade, a variação e o horário das luzes emitidas pelos aparelhos incidindo sobre a retina desregulam no organismo a liberação normal de melatonina, o hormônio responsável pelo sono e, consequentemente, alteram sua qualidade.

"Quando você fica na frente do computador exposto à luz do monitor até a meia-noite, há atraso no ciclo vigília-sono. As pessoas vão demorar para dormir, e a metabolização do hormônio do sono será mais lenta. Quando essa exposição acontece depois da meia-noite, há um adiantamento dessa fase e as pessoas vão ficar mais sonolentas. O ideal, para que uma pessoa durma bem e tenha qualidade do sono, é que ela durma à noite e evite a claridade", explicou Gema.

Computador e sono

O fato de acessar o computador durante as noites nos dias da semana aumentou as proporções de maus dormidores.

De acordo com o estudo, 58,06% dormem mal e acessam o computador entre 19 e 21 horas; 71,43% têm problemas com o sono e usam o equipamento entre 19 e 22 horas; 73,33% apresentam incômodos e fazem uso do computador entre 19 e 24 horas; 52,38% dormem mal e utilizam o aparelho das 19 horas até de madrugada.

Entre os internautas de finais de semana, 36,45% acessam o computador e dormem bem, enquanto 63,55% usam a internet e dormem mal.

Em relação aos horários de assistir TV, os grupos não diferenciaram entre si na classificação do sono.

Outra questão apontada pelo estudo foi que 83,4% das mulheres pesquisadas têm mais chance de dormir mal quando utilizam o computador entre o horário das 19 às 24 horas. Já com relação aos homens, este índice ficou em 47,7%, de acordo com a pesquisa.

Álcool, cigarro e baladas

Para os resultados do consumo de álcool relacionados à classificação do sono, o estudo demonstrou que 58,33% não consomem álcool e 61,28% bebem e dormem mal.

Com relação ao tabaco, os dados demonstraram que 59,76% dos não-fumantes e 70,59% dos fumantes têm problemas com o sono.

"Entretanto, se analisarmos o uso do tabaco com o uso do computador, o tabaco apresentou um índice de 4,7% menor se comparado ao impacto da utilização do equipamento que, de acordo com a pesquisa, foi de 51,1%", disse Gema.

Na variável "frequentar baladas noturnas", os grupos não apresentaram diferenças significativas entre si em relação aos bons e maus dormidores.

Exercícios físicos e sono

Nos resultados da prática dos "exercícios físicos" foi observado que 60,59% dos que não praticam atividades físicas e 59,94% dos que se exercitam dormem mal. Entre os universitários que praticam atividade física e acessam o computador à noite nos horários das 19 às 24 horas, o estudo mostrou índices significativos para o aumento de maus dormidores.

"Eu imaginava que os universitários que praticavam atividade física dormissem bem, mas na minha amostragem não foi isso que vi. Dos 374 universitários que praticam atividades físicas, 147 acessam o computador à noite e dormem mal. Que a atividade física diminui o distúrbio do sono é verdade, mas que contribui para aumentar o número de bons dormidores, isso não", observou a pesquisadora, surpresa com os dados. "Porque, em nossa pesquisa, vimos que os jovens que praticam exercícios físicos alimentam-se mal, consomem bebidas alcoólicas, vão para baladas e ainda utilizam-se do computador no período da noite. Mas foi o uso do equipamento à noite o que mais piorou a qualidade do sono dos universitários que praticam exercícios físicos".

Segundo Gema, o horário da prática de atividade física pode, ainda, piorar o sono. Há um estudo internacional que faz uma associação entre praticantes de atividade física e consumo de cafeína. Segundo o estudo, o tempo de sono profundo foi menor para quem usa cafeína. "Fiz outras associações e observamos que somente o fato de praticar exercícios físicos não é suficiente para melhorar a qualidade do sono. Minha hipótese é de que quem faz exercício físico tem que ter hábito salutar para cooperar com um bom sono", comentou.

Mas Gema sabe que pedir para um jovem ou um universitário parar ou diminuir o uso do computador à noite é quase uma utopia. Mãe de três filhos, que no início da pesquisa eram adolescentes e hoje já cursam a universidade e utilizam o computador dia e noite, ela afirma que o que era uma "voz solitária gritando no deserto" e preocupação de mãe virou comprovação acadêmica e científica.

Geração Y

"Meus filhos fazem parte da geração Y, que nasceu utilizando a tecnologia, principalmente o computador. Eles são estimulados a usá-lo. Quando chegam em casa, a primeira coisa que fazem é abrir email, Orkut ou Messenger. Combinam de ir para a balada pelo computador; ao voltarem, muitas vezes de madrugada, acessam a internet para comentar o que aconteceu na balada. É uma necessidade de comunicação. Trata-se de um estilo de vida que está alterando comportamentos, prejudicando a saúde dos jovens, podendo acarretar, inclusive, sobrepeso, porque a utilização do computador está diminuindo o tempo de sono desta geração", alertou a pesquisadora.

Esta é outra questão apontada pela pesquisadora - a relação sono e obesidade. Segundo Gema, estudos internacionais demonstram que a diminuição do tempo do sono está relacionada com o aumento do sobrepeso da população, com o aumento da diabetes II, com problemas gastrointestinais, entre outros.

Isto acontece, segundo esses estudos, porque ao dormir o organismo produz um outro tipo de hormônio, chamado de peptina, que regula a sensação de fome. O sono equilibra todas as reações bioquímicas do organismo, mantendo o bom funcionamento das células do corpo, dos órgãos e sistemas endócrinos. A falta de uma boa qualidade do sono parece ter um impacto nos condutores fisiológicos do balanço energético, nomeadamente no apetite e no gasto energético.

"É por isso que algumas pessoas acordam no meio da noite e vão comer. Sabe-se, também, que as pessoas que dormem menos, vivem menos. Há estudos internacionais que mostram que dormir pouco aumenta o risco dos transtornos psiquiátricos e emocionais. Dormir bem é fundamental à saúde. O computador é um excelente meio de comunicação, mas temos que investigar o que ele está causando na humanidade. Tudo isto eu comento na pesquisa", disse.

Geração do isolamento

Na opinião de Gema, mais do que levantar hipóteses, a pesquisa mostra que está diminuindo o tempo de sono dos jovens e isto pode acarretar sérios problemas de saúde.

"Você pode passar 12 horas na cama, mas se o sono for interrompido e não tiver qualidade, não será reparador e além do mais não se repõem as horas de sono perdidas", disse.

Para o futuro, a pesquisadora faz um prognóstico, definido por uma palavra: isolamento.

As pessoas vão se comunicar dentro de casa pelo computador, cada uma em seu quarto.

Será uma nova forma de comportamento. "Há uma pesquisa em andamento:  A raiva ou o amor que ele sente atrás de um monitor de computador é igual ao que ele sente e demonstra pessoalmente?

Por Edimilson Montalti
Do Jornal da Unicamp

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Lesões Esportivas...




1)Luxação:É o deslocamento traumático agudo ou permanente das superfícies que compõem uma articulação e que, assim, perdem suas relações anatômicas normais. Pode originar-se de traumatismo, malformação (luxação congênita) ou de lesões outras, como artrites que incidam sobre articulação. Trata-se de uma lesão grave.

2)Entorse : é um movimento anormal de uma articulação, que vai além da capacidade dos ligamentos daquela região. A entorse pode provocar lesões ligamentares e pode ocorrer sem que haja, necessariamente, luxação (ou seja, sem que os ossos da articulação saiam do lugar). Outros nomes comuns são "mau jeito", estiramento ou distensão de ligamento.

3)Distensão ou estiramento : dá-se quando as fibras musculares ou os tendões alongam-se além do seu normal.

4)Contusão : quando existe um trauma em qualquer parte do corpo provocado, por exemplo, por uma pancada, um chute ou uma bolada que gera um hematoma.

5)Fratura: a perda de continuidade de um tecido ósseo. Pode ser com ou sem desvio. Atletas podem ter fraturas por estresse, ou seja, por excesso de atividade. As fraturas da tíbia são as mais freqüentes.

6)Cãibra : é a contratura involuntária do músculo. Pode ocorrer por diversas causas, como o acúmulo de ácido lático, ou devido a uma alteração no metabolismo de alguns elementos, como sais minerais, potássio e cálcio, entre outros. O músculo entra em espasmo e contrai sem controle voluntário do organismo.

7)Tendinite: inflamação no tendão, cordão ou feixe fibroso que fica na extremidade dos músculos, devido à repetição excessiva de movimentos, mas que só inflama quando se torna repetitivo e crônico. 

Normalmente, primeira medida para estas lesões é aplicação de gelo, depois procure serviço médico...após o tratamento.

Para reduzir os riscos de lesões, certifique-se de:
  • Fazer o aquecimento antes do exercício. Faça de 5 a 10 minutos de atividade aeróbica leve, como trotar no lugar os subir escadas, para aquecer seu corpo para o exercício mais vigoroso.
  • Alongar todos os grupos musculares principais - de forma suave - antes e depois do exercício.
  • Usar todos os equipamentos de segurança associados ao seu esporte como: braçadeiras, protetor bucal, joelheiras, etc.
  • Aprender novas atividades com alguém que tenha conhecimento (treinador, instrutor ou professor de educação física) antes de tentar qualquer coisa por conta própria. 
  • Conheça seus limites. Se você é nova nos exercícios, vá bem de leve no começo da nova atividade. Você pode sentir-se bem no momento, porém o mais provável é que novas atividades físicas a deixarão de alguma forma dolorida no dia seguinte mesmo que não pegue pesado. 
  • Evite exceder-se. Muito exercício pode ser tão ruim quanto pouco exercício. Você pode aumentar significativamente o risco de lesões se exercitar demais ou com muita freqüência. Certifique-se de tirar pelo menos um dia na semana para que seu corpo se recupere.
  • Beba bastante água antes, durante e depois dos exercícios físicos. Beba ainda mais em dias quentes quando realizar atividades físicas ao ar livre. Mesmo que esteja frio, você irá suar e precisará de bastante água para manter-se hidratada.
  • Escute o seu corpo. Dor é um sinal de que algo está errado e você deve responder a isso descansando. Não tente continuar os exercícios "superando a dor" ou estará arriscando-se a sofrer lesões mais sérias que poderão colocá-la fora de ação por um bom tempo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Confira os benefícios da corrida e as dicas de especialistas para a prática

NE TV / NOTICIAS 04/11/2010

É preciso tomar cuidado com o tênis, que deve ser compatível com o tipo de pisada do dono; a corrida é um excelente exercício para o coração, para circulação sanguínea, para baixar taxas de colesterol

Da Redação do pe360graus.com
Reprodução / TV Globo
Foto: Reprodução / TV Globo
Todo mundo sabe que fazer exercícios é bom pra saúde. Nas ruas, nos parques, nas academias, sempre encontramos pessoas caminhando ou correndo. Há pessoas que preferem a esteira e outras que optam por correr nas ruas.

A corrida é um excelente exercício para o coração, para circulação sanguínea, para baixar taxas de colesterol. Nas esteiras mais modernas, dá para controlar velocidade, ritmo, intensidade. O impacto nas articulações é menor. Por isso tudo é ideal para quem está começando a praticar corrida.

“O iniciante pode começar na esteira, porque é menos impacto sofrido, acarreta menos lesões”, explicou o professor de Educação Física Fernando Brito.

A estudante Brenda Guimarães corre duas vezes por semana na esteira: “correndo na avenida você bate nas  pessoas, têm que diminuir a velocidade, eu tenho medo de ser assaltada”, contou.

Há quem ache monótono, mas o conforto fala mais alto: “geralmente venho para fazer musculação e aeróbico. Então não vou pra rua fazer as coisas. Mas sempre que posso vou à Avenida correr”, declarou a empresária Danielly Freitas.

Mas tem gente que não deixa por nada de correr ao ar livre. Para quem quer perder peso, essa é a melhor opção: o vento exige mais esforço do corredor, e aqui também não há esteira para ajudar nas passadas.

O engenheiro mecânico Benjamim Miranda defende a prática ao ar livre “é um exercício de mais impacto, porque não tem a proteção da esteira, a gente se sente mais do no do corpo, a gente trabalha outras coisas que, na esteira, talvez, não dê pra gente trabalhar. Sempre procuro r correr nas ruas, onde posso conhecer outros cenários”.

Correr na rua exige atenção redobrada em alguns itens, conta o professor Fernando Brito: “tênis apropriado para a pisada de cada um, camisa, shorts adequados, estar bem protegido”.

Na esteira ou no calçadão não esqueça: antes de praticar qualquer exercício peça orientação ao médico e faça alongamentos de 10 minutos antes e depois da corrida.

No Recife existem 21 Academias da Cidade, programam municipal que dá educação física gratuita para toda a população.  Lá é possível praticar exercícios acompanhado por um professor e melhorar a saúde. O espaço funciona das 5h30 às 8h e das 17h30 às 20h.

Uma das professoras do espaço, Liana Emerenciano (foto 2), recomenda o aquecimento e o alongamento: “o alongamento é um exercício importante para pessoa caminhar, mas pode ser feito apenas aquecimento. Quando terminar o exercício é importante fazer um trabalho de relaxamento. O importante é que as pessoas se movimentem desde criança. Não é problema fazer atividade, contanto que se respeitem os limites do corpo. O alongamento deve sentir que estar ‘puxando’, mas não é preciso doer”.

TIPOS DE PISADA
Os três tipos de pisadas que existem são: supinada, neutra e pronada. Os supinadores possuem uma pisada que começa na borda externa do calcanhar e continua na mesma linha, aumentando o impacto entre as articulações.

A neutra começa no lado externo do calcanhar e movimenta o pé ligeiramente para dentro. A planta dos pés desses corredores apresenta um arco que vai até a linha média da base do pé. Geralmente quem tem o arco do pé normal apresenta pisada neutra.

Os pronadores iniciam a pisada com a parte externa do calcanhar e continuam rolando o pé excessivamente para dentro. Esse tipo é visto com mais frequência entre as mulheres por conta da anatomia preparada para a gravidez o parto.

Para fazer corrida tem que ter um tênis com amortecimento e adequado com o seu tipo de pisada, segundo o ortopedista Marcelo Salazar (foto 3): “é preciso respeitar o tipo de pé que se tem, porque se houver deformidades no pé, haverá problemas. Existe uma biomecânica para marcha e corrida. O apoio do pé tem que ser inicial no calcanhar. Se você tem o problema de pé-chato, por exemplo, é um ruim porque na hora em que o pé é apoiado pode provocar pressão no joelho, podendo causar problemas na articulação”.

Cuidados específicos na terceira idade auxiliam na prevenção de quedas CRISTINA MEDEIROS 04/11/2010

Com o passar dos anos, o corpo humano vai perdendo paulatinamente a mobilidade e os reflexos que caracterizam a idade adulta. O envelhecimento traz consigo uma séria de efeitos nos diferentes sistemas do organismo, que contribuem com a diminuição do desempenho físico e, consequentemente, da coordenação motora. Essa perda pode levar o idoso a sofrer quedas, que podem se agravar com a fragilidade da estrutura óssea, já que não é capaz de suportar fortes impactos.
Qualquer pessoa pode sofrer uma queda. Porém, no caso dos idosos, ela possui um significado muito relevante. Dependendo do caso, pode causar incapacidade temporária e até mesmo levar o indivíduo à mortePor isso, a prática de exercícios físicos se torna fundamental nesse momento da vida, proporcionando diversos efeitos benéficos, como melhora no equilíbrio e na velocidade para andar, alerta Dr. Pedro Onófrio, diretor médico do Grupo NotreDame Intermédica.
 
Dicas para preparar os ambientes
Sala
-Sofás, poltronas e cadeiras devem ser firmes e fortes, ter apoio lateral que permita ao idoso sentar-se e levantar-se com segurança.
-Móveis com bordas arredondadas para não machucar em caso de esbarrões.
-Evitar pisos encerados com carpetes e tapetes soltos.
Quarto
-Os objetos de uso pessoal devem estar colocados próximos à pessoa.
-É importante a instalação de uma luminária com extensão do telefone no criado mudo.
-Evitar que as portas e gavetas dos armários estejam muito perto do chão.
-A cama deve ter uma altura suficiente para que o idoso sentado consiga encostar toda a sola do pé no chão.
-As janelas devem abrir para dentro ou terem lâminas de correr. Dessa forma, evita que o idoso se debruce para fechá-la.
Banheiro
-Instalar barras de apoio na parede do chuveiro e ao lado do vaso sanitário, evitando que o idoso se apoie em locais impróprios.
-Recomenda-se que o idoso esteja sentado em uma cadeira com apoio lateral ao tomar banho de chuveiro.
Cozinha
-Instalar piso cerâmico antiderrapante.
-A bancada da pia deve ter em média 85 cm de altura.
-Gavetas de fácil abertura com travas de segurança. Coloque utensílios e mantimentos em local de fácil alcance e não use escadas ou banquinhos.
-Recomenda-se que o idoso não manuseie panelas e outros utensílios pesados.
Dicas gerais
-Instalar corrimão nas escadas, piso antiderrapante e boa iluminação.
-Deixar sempre acesa uma luz no corredor.
-Usar calçados anatômicos e flexíveis feitos de materiais ajustáveis aos pés, com solas mais espessas, que protejam os pés de saliências do solo.
-Não fumar e não consumir bebidas alcoólicas.
-Ingerir quantidade adequada de cálcio, mantendo o equilíbrio alimentar.
-Expor-se ao sol por 15 minutos diários.
-Consultar médicos e dentista periodicamente.
-Imunizar-se corretamente.
-Ter sempre por perto números de serviços de emergência.

Entre os esportes e as notas

Atletas e bons alunos


Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
O Diarinho foi até algumas escolas do Grande Recife que levam as atividades esportivas muito a sério e conheceu uma galerinha que não descuida dos estudos

Quando se está na escola, um momento muito esperado pela galerinha é a aula de educação física, não é verdade? Sair, correr, pular, dançar, jogar bola, entre as várias atividades que essa aula traz. Tem uma garotada que leva o esporte a sério, como gente grande mesmo. Treina durante a semana, vai para campeonatos for a de Pernambuco e alguns para for a do Brasil! É muita responsabilidade mesmo. No meio de tantas atividades, como fica aquela aula que você precisou perder por conta daquela competição, ou aquela prova que você não teve a oportunidade de fazer? A equipe do Diarinho foi em algumas escolas e conversou com alguns atletas mirins de várias modalidades para saber como eles fazem para conciliar o tempo de estudos com os esportes.

A lição que vem do vôlei
As meninas do voleibol mirim do Centro Escolar Carochinha são as atuais campeãs brasileiras do esporte. Para a jogadora Marina Brito Alves, 14 anos, saber administrar bem o tempo é muito importante. "Eu já tive que parar de treinar para recuperar minhas notas. Não gostei muito mas serviu de incentivo para que isso não acontecesse de novo. Depois fiquei prestando atenção em tudo o que acontecia para não deixar que isso me impedisse outra vez de jogar", contou a menina. Já para Tereza Amorim, de 14 anos, o voleibol a fez se tornar uma menina menos egoísta. "Sempre fui elétrica e adoro praticar esportes. O esporte me ensinou muitas coisas, inclusive como ser mais responsável, não só com meus estudos mas também com minhas amigas. Hoje em dia eu sou menos explosiva e até mais comunicativa", disse.


Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
Futsal e muitas amizades
Às vezes a criançada não sabe qual o esporte vai gostar até chegar na quadra, pedir para jogar ou simplesmente experimentar. A pequena Maria Gabriela Batista Cordeiro, de 13 anos, sentiu vontade de jogar futsal quando viu o seu irmão praticando. "Eu comecei jogando com os meninos. Não tinha dificuldade em jogar com eles, eu sempre fui muito esforçada. Jogo futsal desde os 5 anos de idade", contou a menina. Ela está estudando no Instituto Santa Emília, em Olinda e este ano já participou do campeonato Pernambucano de Futsal, o Brasileiro e a Copa Olinda.

"Minha mãe disse que se eu quisesse fazer futsal no colégio eu deveria manter minhas notas altas. Até porque, o esporte é uma parte da minha vida mas o estudo é muito mais importante. Quando viajo para campeonatos, alguns professores dão aula extra de tarde e às vezes eu deixo meu caderno com alguma amiga minha. Elas copiam toda a matéria para mim", disse Gabriela.

Natação e cooperação
Não dizem por aí que "filho de peixe, peixinho é"? O pequeno Lucas Gomes Coelho de Oliveira, de apenas 9 anos, descobriu cedo a paixão pela natação. "Bem, eu vi meu pai nadando uma vez. Ele me incentivou e eu acabei gostando muito", contou sorridente. O menino, que está no 3º ano fundamental do Colégio Salesiano, já tem alguns troféus na estante. "Ganhei fita azul no campeonato do Norte/Nordeste, medalha de Ouro no Nordestão e participo de várias competições. Não tenho dificuldades em conciliar meus estudos com a natação porque meus professores ajudam e meus colegas de sala também", disse o pequeno nadador.

O esporte também pode ajudar a saúde e no condicionamento físico da garotada. Foi assim que Caroline Cristine Gomes Barbosa, de 12 anos, descobriu sua paixão pela natação. "Eu tinha asma, por isso comecei a nadar. Atualmente, sou campeã pernambucana do Norte/Nordeste e tenho a melhor marca nacional nos 200m livres. Estudar é importante porque se um dia se eu quiser parar de nadar tenho meu estudo como base. Eu treino bastante e tenho ajuda dos professores e alguns amigos quando preciso faltar para competir", disse a menina.

Muita competição e disciplina!

Praticar esportes não faz bem somente ao corpo da criançada, ajuda também no seu comportamento e na disciplina. Quem faz artes marciais sabe muito bem do que isso se trata. O jovem José Aslan, de 13 anos, estuda no Colégio Boa Viagem (CBV), pratica judô e jiu jisto, tem a semana muito corrida e a maioria dos finais de semana ele passa competindo. "É muito puxado mas eu gosto. Treino todos os dias e me esforço bastante nos estudos", contou o menino ao Diarinho.

Com rotina de gente grande ele tenta reservar tempo entre tantos compromissos e competições. "Já fui para o México, Chile, Estados Unidos e outros estados do Brasil. Sou campeão pan americano de jiu jitsu na minha categoria (mirim) e acho que para você não perder o pique nos estudos é necessário se esforçar e ter disciplina, saber separar seu tempo. Às vezes eu tenho dificuldade, mas meus professores me ajudam quando preciso faltar aula por conta de campeonato", disse. Atualmente, ele é patrocinado pelo grupo Unimed Guararapes.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Saiba como diferenciar exaustão de cansaço

Um simples estado de cansaço pode evoluir para o total esgotamento



Com a rotina corrida do dia a dia, o tempo que se dedica a tarefas para descansar o corpo e a mente é cada vez mais reduzido. Entramos num processo em que o corpo começa a ficar desgastado e a mente não consegue se "desligar" daquele projeto no trabalho, das contas para pagar, do boletim das crianças, da pia que começou a vazar (de novo) e de outra listas situações. Tudo isso acaba acelerando um quadro de exaustão emocional, uma condição que é mais grave que a estafa e está a um passo do estresse e de suas consequências sérias para a saúde.


O conceito de exaustão está ligado ao conceito de estresse. O estresse é dividido em três níveis, chamados de alerta, reestruturação e, por fim, exaustão, que corresponde à fase em que o indivíduo já apresenta pensamentos negativos, falta de vontade de fazer as coisas, perda de sono, ansiedade acentuada, irritabilidade, entre outras características físicas como alergias, gastrites e enxaqueca.


A exaustão emocional, ao contrário do que se pode pensar, não está atrelada às condições de uma tarefa em si, mas a situações desagradáveis que acabam levando a um estresse psicológico. Como esclarece o especialista José Roberto Leite, chefe do núcleo de medicina comportamental da Unifesp, uma pessoa pode ter inúmeras tarefas para fazer relacionadas ao seu trabalho profissional. Porém, se gosta do que faz, isso não será um problema. "O perigo existe quando a pessoa fica muito tempo submetida a um estado de estresse psicológico, que aparece em função de uma situação desagradável qualquer", explica.


Essa pressão psicológica pode ser tanto externa, situações cujo controle não depende unicamente de uma pessoa, assim como ter origem interna, como características pessoais e qualidade de vida. "É fundamental que a pessoa fique atenta para não se submeter a essas pressões", afirma José Roberto Leite.


Diferença entre cansaço e exaustão


É comum dizer que estamos exaustos depois de um dia de esforço, seja físico ou mental. Porém, em geral, a verdade é que estamos cansados. Isso porque cansaço é caracterizado por um esgotamento momentâneo, eliminado de forma simples e instintiva, com boas horas de sono e atividades relaxantes. Já na exaustão, o desgaste é bem maior, na medida em que é constante, podendo ser eliminado apenas momentaneamente, de acordo com as distrações que cada um procura. Mas, a exaustão, só pode, na maioria das vezes, ser resolvida através de tratamentos e auxílio médico.


Segundo José Roberto, é possível identificar quando alguém passou de um estado de cansaço normal, para entrar em um processo de estresse. As próprias mudanças comportamentais, como excesso de pensamentos repetitivos e negativos, perda de interesse pelas coisas, falta de apetite, ansiedade, sensação de desamparo, irão indicar essa diferença. É importante também que familiares e amigos fiquem mais atentos ao notar qualquer alteração nesse sentido.


Situação sob controle


Como todos estamos expostos e não sabemos se (e quando) poderemos entrar em um estado típico de estresse, o ideal é nos forçar a adquirir hábitos que costumam deixar mais leve o nosso corpo e mente e ainda, liberam a nossa atenção para situações mais prazerosas. "Cuidados gerais com a saúde, exercícios de relaxamento e respiração, práticas meditativas, exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada, dedicação ao lazer, tudo isso, aliado a um suporte familiar e social contribui e muito para amenizar as tensões do dia a dia e auxiliar a contorná-las", explica o especialista da Unifesp.






Por Andressa Basilio

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Alimentação saudável

10 alimentos para colocar na lista de compras


Se você é daqueles que entra no supermercado e vai direto para o corredor dos doces, precisa dar uma olhada nessa lista. Pesquisadores da Universidade Yale desenvolveram um sistema para dar notas aos alimentos, o NuVal System. Quanto mais saudável, melhor a sua posição no ranking. A pontuação é feita com base em mais de 30 elementos presentes (ou não) nos alimentos.
A conta é a seguinte: ganha pontos os alimentos com nutrientes bons, como vitaminas, fibras, minerais e antioxidantes. Perde pontos os que apresentam vilões na composição, como gordura saturada, sódio e açúcar.
Nos Estados Unidos, vários supermercados já indicam o valor NuVal de cada produto nas etiquetas de preço ou em panfletos. Isso ajuda o consumidor a escolher melhor os alimentos. Por exemplo, entre presunto e salame, é melhor levar o primeiro, com 27 pontos contra 7.

Nós selecionamos os 10 alimentos que estão no topo do ranking e podem ser encontrados em qualquer supermercado. Mas nem vai esperando encontrar biscoitos e chocolates na lista. Os campeões são todos frutas e legumes. Na próxima vez, o jeito é começar as compras pela seção do hortifrutti.


1. Laranja

2. Vagem

3. Brócolis

4. Couve-flor

5. Kiwi

6. Repolho

7. Alface

8. Morango

9. Quiabo

10. Espinafre